O que é o DSP¶
O que é o DSP?¶
O DSP (Data Sharing Platform) é uma plataforma de aplicabilidade genérica para sincronizar, publicar e compartilhar dados geoespaciais a partir de qualquer fonte JDBC — ela não exige um schema ou domínio de dados específico. Na prática, o DSP nasceu e é mantido como um complemento ao ecossistema RER (Rural Environmental Registry, um bem público digital / DPG), e é nesse contexto que a documentação usa exemplos de dados ambientais rurais.
O objetivo é compartilhar dados geoespaciais de forma confiável, com base sincronizada a partir da fonte JDBC do adotante — no ecossistema RER, esses dados são tipicamente ambientais rurais, mas o mecanismo é o mesmo para qualquer outro domínio. A ideia do DSP surgiu após a consolidação da consulta pública do CAR: generalizar essa experiência de consulta e compartilhamento no mapa para qualquer organização que já mantenha uma base geoespacial (por exemplo, um cadastro ambiental rural), sem consultar o banco de produção em tempo real.
Qual problema ele resolve?¶
Organizações que possuem uma base de dados geoespacial (propriedades rurais, territórios, unidades administrativas) frequentemente enfrentam dois problemas ao tentar compartilhar esses dados:
- Expor a base de origem diretamente é arriscado — schema interno, performance e segurança do banco de produção ficam vulneráveis a consultas externas.
- Construir do zero uma API + frontend + publicação de mapas é caro e repetitivo — toda organização acaba resolvendo o mesmo problema de forma isolada.
O DSP resolve isso com um pipeline de sincronização (ETL) que lê da fonte do adotante e grava, de forma controlada, em dois bancos de destino próprios do DSP — um para a API, outro para os mapas — sem tocar diretamente na base de origem em tempo de consulta. Após a migração, um job de KPI calcula a área de cada imóvel e os indicadores por tema (camadas vinculadas), gravando em dsp.area_of_interest.area e dsp.kpi_measure para os totalizadores da interface. Para alto volume de dados e territórios extensos (como o cadastro nacional do SICAR no Brasil), um job de pré-geração produz antecipadamente os arquivos de download mais pesados e armazena uma prévia pronta para entrega; assim a consulta pública permanece rápida mesmo com milhões de registros e exportações por município, estado ou país.
Em quais cenários deve ser utilizado?¶
- A organização já mantém um banco PostgreSQL/PostGIS com dados de territórios, imóveis rurais ou unidades administrativas.
- Existe a necessidade de compartilhar esses dados com parceiros externos ou com publico geral via mapa web ou download de arquivos.
- A organização quer uma solução pronta para orquestrar via Docker, sem construir API, frontend e publicação de mapas do zero.
Este sistema é útil para minha organização?¶
Provavelmente sim, se:
- Você já tem uma fonte de dados geoespaciais (banco JDBC) com propriedades (ou outras áreas de interesse) ou territórios.
- Você precisa compartilhar esses dados com terceiros ou com publico geral — não apenas uso interno.
- Você não deseja utilizar o banco de dados de produção da sua aplicação para consultas externas, evitando sobrecarregá-lo, nem precisar desenvolver uma API, um frontend e toda a infraestrutura de publicação de mapas do zero.
- Você tem capacidade de rodar Docker (Docker 24+ com Compose v2) na infraestrutura de destino.
Provavelmente não é o caso certo, se:
- Você não tem nenhuma base geoespacial estruturada para migrar — o DSP não cria dados, ele sincroniza e publica dados existentes.
- Sua necessidade é só uso interno, sem exposição via API, mapa ou download — nesse caso o esforço de operar 2 bancos + GeoServer + módulos pode não compensar.
- Você precisa de uma solução sem Docker (embora isso seja possível, exigirá alterações manuais nos módulos e um processo mais longo de compreensão do código) ou possui requisitos de infraestrutura significativamente diferentes dos documentados neste guia.
Próximo passo
Se o cenário faz sentido, veja os módulos do DSP para entender as peças, ou vá direto para uma demo local.